18/01/2013

Um conto erótico nada excitante

Juraci já derretia em suor naquela calorosa tarde, sentada sobre a sua cadeira de balanço, coçando suas varizes e cutucando com os dedos sua unha encravada no dedão. Em frente a sua casa, parou um caminhão de carga, e dele desceu o motorista Regimar, vestindo uma excitante camiseta xadrez vermelha exalando a cachaça, reluzindo todo o seu libidinoso sobrepeso em direção aos olhos de Juraci, com seu semblante de surpresa, atraída por aquela formosura de caminhoneiro.

Ele dirigiu-se até a traseira do veículo e descarregou algo grande e empacotado. Juraci esperava sexymente na cadeira, que rugia alto e rasgado a cada movimento, devido a vasta massa gordurosa dela e seu par de mamas suspensas que sofreram o efeito gravitacional com o tempo. Regimar se aproxima da casa, com uma entrega pesada. Juraci fica estupefata com a forma que ele carrega a aparentemente pesada encomenda de forma tão habilidosa.

Mal ele chegou ao portão da residência e Juraci já abrira a porta, com seu olhar cansado de flerte e seu sorriso marcado que destacavam suas profundas rugas de sua pele ancestral. "Entrega para Juraci Meira", anunciou Regimar. Sua voz rouca resultado de anos de inalação de nicotina, pronunciando essa frase, foi o suficiente para ceder Juraci em tesão. Como era uma entrega de grande porte, Regimar tratou de carregar a caixa até a sala de estar, onde lá a desempacotou. Tratava-se de uma nova poltrona, encomendado pelo marido de Juraci.

Com a nova poltrona, ela estava decidida a testar a qualidade do produto ali mesmo, na hora. Empurrou o apetitoso Regimar no estofado e começou a lentamente despir-se em frente a ele, tirando com dificuldade sua camisola, atolada em seu corpo roliço. Em seus tenros 50 anos, ela estaria convicta de que, com seus dois filhos não morando mais em casa, ele e seu marido reviveriam suas vidas sexuais. Mas não foi assim. Seu marido já não tinha o mesmo apetite sexual de outrora. Já estava velho e gordo. E Juraci, mesmo estando na mesma situação, nunca parou de ter aquele incessante tesão e excitação que ainda encharcava a sua preciosa vulva, escondida e revestida por camadas adiposas e pelos pubianos presentes ali há mais de quatro anos.

Regimar, espantado, levantou-se e decidiu ir embora, todavia foi interrompido por Juraci. "Vamos fazer isso, aqui e agora". Necessitada disso, ela queria acabar com aquilo ali, naquele momento, naquele local. Não aguentava mais a carência sexual. E Regimar também não. Afinal, na sua 4ª década de existência, sua vida sexual também não ia nada bem. Subitamente, subiu-lhe a cabeça um tesão incontrolável, uma forte vontade de fazer o que há muito não fazia.

Dominados por volúpia, rapidamente os dois se despiram, exalando os odores de transpiração que os encharcavam e que os deixavam grudentos. Possessos por saciarem seus desejos carnais, os dois se agarraram com todas as forças que seus músculos decadentes revestidos de gordura podiam prover. Suas enormes protuberâncias na área da barriga lhes dificultaram a penetração, mas eles chegaram lá. E foi intenso como nunca. As pernas peludas e salientes de Juraci se entrelaçavam nas costas enrugadas de Regimar, enquanto ele, concentrando-se em ser preciso, tentava encaixar sua genitália naquela confusão de peles extras sobrepondo a vagina de Juraci.

Se envolveram em uma imparável troca de fluídos corporais, com beijos babados e gritos berrantes de prazer. Deleitosa, Juraci se entregava àquela espaçosa barriga de Regimar que, junto com a extensa camada adiposa dela, faziam os dois ficarem 1 metro separados do rosto um do outro, sendo impossível fisicamente se beijarem e alcançarem penetração ao mesmo tempo.

Após longos minutos de dificultosos movimentos pélvicos para prosseguir com a transa, Regimar finalmente terminara o ato. Se despedira rapidamente e, sem acreditar, voltou ao seu caminhão, enquanto deixara Juraci sorrindo a toa.

Ela estava maravilhada, nunca experimentara uma aventura tão fascinante quanto aquela. Aquele dia certamente para ela foi memorável, e reacendeu ainda mais as suas chamas de desejo sexual, que recuperara totalmente o seu anseio de viver, e a faria sorrir por anos. Isso, é claro, se não estivesse grávida e fosse parir um filho bastardo.

Enquanto isso, Regimar lembrava com um sorriso na face deste dia tão insano e especial, enquanto observava os pontos amarelos em seu membro reprodutor recém-surgidos. Essa experiência alimentaria a sua sede por masturbação por meses. Isso, é claro, se ele não estivesse contraído algum tipo de infecção aguda necrosante e tivesse que amputar sua genital em breve.