19/07/2013

Emos ainda existem, descobrem pesquisadores

 Pesquisadores da Universidade Ozzy Osbourne, em Itapesiririca da Quebrada, recentemente descobriram que, ao contrário do que se pensava na comunidade científica até pouco tempo, os emos não acabaram. A equipe de reportagem conduziu uma entrevista com Henrique Costa Frente, coordenador da equipe de pesquisas da faculdade.

 "Foi realmente um choque reencontrar essas espécimes novamente." declarou ele. "Desde 2011 os emos estavam declarados extintos pela comunidade de sociólogos, embora eles nunca fossem levados a sério, até porque sociologia não é uma profissão séria."

 A teoria mais aceita era de que os Emus Rebeldinus Frescurentus (nome científico da espécie) foram gradativamente evoluindo para os Calças Coloridas, que surgiram paralelamente ao sucesso de modinhas passageiras, como Cine, Restart e Felipe Neto. Também era aceita a sua extinção porque ninguém mais falava deles, e ninguém mais os chamam de "emos". "Mas na verdade eles ainda existem em abundância, e agora são chamados de Scene", garante Henrique.

 Questionado por nós sobre como eles chegaram a essa descoberta de proporções capetísticas, Costa Frente disse: "após muito tempo sem explorar seus habitats naturais, nós voltamos a frequentar pistas de skate, matinês e becos da Augusta. E lá estavam eles, fazendo o de praxe: vestindo pulseirinhas rastafari, bebendo e fumando, usando alargadores do tamanho de uma roda de trator, cabelo escorrido na testa com cores extravagantes e piercings". Henrique continuou: "Além disso, estavam sendo lésbicas por modinha e se comportando como jovens inconsequentes. Notamos a diferença que agora, ao invés de depressivos, eles são revoltados contra o sistema, sem ao menos saber o que é isso direito."

  Fomos entrevistar uma espécime desse particular esdrúxulo tipo de ser em uma pista de skate, mas suas únicas declarações foram "pau no cu da imprensa corporativista burguesa, liberem a maconha, viva o anarquismo!". Em meio ao protesto dele e do apoio moral de seus amiguinhos, perguntei o que eles sabiam sobre anarquismo ou corporativismo. Ninguém respondeu nada com coesão ou concisão. Isso foi o suficiente para a equipe.

 Os cientistas voltaram a estudar os genes e o comportamento desses "Scene", onde uma das questões principais são "por que eles parecem ser todos iguais?", "o que simboliza o estilo deles?", e "o que representa o cabelo escorrido na testa?". Até agora, as respostas foram bastante persuasivas. "A teoria mais aceita da qual eles serem todos iguais, principalmente no estilo de cabelo, é que todos eles dividem a mesma alma. A mesma alma reencarnou em todos eles inúmeras vezes, então, é como se um fosse reencarnação do outro, nos disse Costa. Ele ainda complementou suas declarações, e afirmou que "Achamos que o estilo de cabelo deles implica na rebeldia que eles tem com o o relacionamento paternal", explica Costa Frente. "Implica a inconsequência da juventude e a exploração das emoções ao invés da razão. Em outras palavras, é só uma desculpa pra chamar a atenção do mundo e fazer com que todo mundo note a frescura anal que eles têm", concluiu ele.