31/07/2012

Um casal opostamente perfeito

não me pergunte que merda de foto é essa

 Era uma vez um casal que se completava. Cada um tinha características opostas, que se encaixavam. Um casal opostamente perfeito. Preenchiam um ao outro de várias maneiras. Eram o exemplo literal de "os opostos se atraem". Eram feitos um pro outro. E essas oposições na personalidade de cada um, conseguiam criar os mais particulares momentos.

 Durante um desses momentos, enquanto jantavam em um restaurante, ambos os bifes dos pratos deles vieram mal passados, ao contrário do que tinham pedido. Ela não reclamou, pois nem ao menos percebeu. Ele sim, e prontamente solicitou gentilmente ao garçom que substituísse os bifes. Mas teve receio de dizer "obrigado", por timidez, ao contrário dela, que disse. No entanto ela ficou satisfeita com o ato gentil, admirando a imagem do homem amado sendo tão perfeito. E que a preenchia.


 Em outra ocasião, estavam de mãos dadas retornando  para casa depois de uma divertida noite, quando ela avistou um morador de rua. Ele a viu também, mas por sua timidez, não fez nada. Ela prontamente retirou alguns trocados do bolso dela e do dele para dar ao mendigo. E enquanto iam embora após o gesto, ele a ficou encarando, venerando a alma dela sendo tão divina. E que o preenchia.

 Certa vez, durante o inverno, eles estavam em casa, aconchegantes. E ele estava se arrumando, colocando boas roupas e um perfume. Ela o indagou para onde ele iria daquele jeito. Ele replica que iria ajudar no empacotamento de cestas básicas para pessoas menos desfavorecidas em um centro de caridade, e que iria chegar tarde. Mas que na verdade era um pretexto para dar uma trepada com uma amante dele que morava lá em São Caetano do Sul. Entretanto, sua namorada o observava após a resposta de que iria realizar tamanho ato de generosidade, pois nunca fizera isso, admirando um ser humano sendo tão sagrado. E que a preenchia.

 No entanto, porém, ela descobriu de algum modo que era tudo mentira e que estava sendo traída. Após muitos desentendimentos, ela estava disposto a continuar seu relacionamento com ela e o perdoá-lo, porém ficara um bocado neurótica.

 Após o ocorrido, os dois estavam caminhando juntos, na rua, durante uma tarde calorosa, rumo a uma sorveteria. Ao atravessarem a rua, mais uma vez, essa oposição agiu. Ele não olhou pra nenhum lado da rua, enquanto ela sim. Um carro se aproximava da direção na direção dela. Ele não viu o carro e prosseguiu a travessia, enquanto ela parou e recuou, e sem dizer nada, ficou apenas contemplando a imagem do desgraçado traíra sendo atropelado. E que a preenchia.

 Exceto naquela noite, onde preencheu a mucosa genital de outra.